ARTIGO: EGRESSOS DE CURSOS DE BACHARELADO NAS ÁREAS DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS E O MERCADO DE TRABALHO

EGRESSOS DE CURSOS DE BACHARELADO NAS ÁREAS DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS E O MERCADO DE TRABALHO

Almeida, Jucimar Pelegrini de 1
Rahmeier, Daliane 2

Resumo: O presente artigo tem como objeto de estudo entender o perfil de trabalho de formandos de cursos de bacharelado nas áreas de ciências sociais aplicadas em uma universidade privada situada na cidade de Cascavel, no oeste do Paraná. Tem por objetivo analisar se esses profissionais têm perspectiva para iniciar carreira como docente no ensino superior ou pretende atuar em outras áreas frente ao mercado de trabalho. Justifica-se pelo crescente número de instituições de ensino superior que ofertam cursos presenciais e EAD – Educação a Distância em nosso país e, especialmente, na cidade pesquisada, onde cada vez mais pessoas de todas as faixas etárias e classes sociais matriculam-se, em busca de qualificação profissional e/ou titulação acadêmica, sendo assim, há necessidade de mais profissionais docentes especializados para atuar nas instituições locais. A problemática está em entender qual a demanda de profissionais com pretensão em lecionar em cursos superiores e/ou pós-graduação. Será utilizada a aplicação de questionário em turmas de graduação da faculdade pesquisada para levantar a demanda de profissionais que pretendem entrar no mercado de trabalho na área da educação.

Palavras-chave: EAD, Perfil profissional, egressos, docente, mercado de trabalho.

1 Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Estadual de Ciências Econômicas de Apucarana, Pós-Graduado em Desenvolvimento Gerencial e Gestão da Qualidade pelo INBRAPE – FECEA e Gestão de Serviços de Saúde pela UNIOESTE. Docente de Graduação e Pós Graduando do curso de Docência do Ensino Superior da Faculdade Anhanguera Educacional, Campus Cascavel/PR. E-mail: jpele7@hotmail.com
2 Docente de Graduação e Pós-Graduação da Faculdade Anhanguera Educacional, Cascavel/Pr. Mestre em Desenvolvimento Regional e Agronegócio, Economista. E-mail: daliane.rahmeier@gmail.com.


1 INTRODUÇÃO

Está cada vez mais frequente cursar pelo menos uma graduação para atender as fortes exigências do mercado de trabalho, destacando o perfil de profissionais mais atualizados e munidos de ferramentas modernas em todas as áreas de atuação profissional. Segundo publicação do Ministério da Educação – MEC, em seu relatório de Instituições de Educação Superior e Cursos Cadastrados, publicado no próprio site, consultado no dia 12 de Outubro de 2012, são ofertados no Brasil 49.079 cursos superiores na modalidade presencial compondo: 24.791 cursos de grau bacharelado, 15.071 em licenciatura, 8.340 tecnológicos e 877 em grau sequencial; e, na modalidade à distância são: 240 cursos de grau de bacharelado, 723 em licenciatura, 406 tecnológicos e 10 em grau sequencial, somando 1.379 cursos na modalidade à distância em atividade no Brasil. São 50.458 cursos distribuídos em 2.665 faculdades, universidades e centros universitários. Média de 19 cursos por organização de ensino superior. Considerando somente os cursos de bacharelado e licenciatura, obtêm-se uma média de 15 cursos por instituição.
Em se tratando de cursos de bacharelado e licenciatura na cidade de Cascavel, Paraná, existem 210 modalidades de curso, conforme mostra o Quadro 1.

Quadro 1: Cursos Cadastrados na cidade de Cascavel – PR.

Modalidade Presencial À distância Total
Bacharelado 96 35 131
Licenciatura 35 44 79
Total 131 79 210
Fonte: www.portal.mec.gov.br, 2013.

Na cidade pesquisada são dez instituições que oferecem graduação em nível superior. São sete organizações do setor privado, uma universidade pública e duas na modalidade de Educação à distância - EAD. Média de 21 cursos por instituição de ensino superior em Cascavel. Percebe-se que somente nas duas modalidades de ensino, tanto presencial quanto a distância, a média de ofertas em Cascavel é 26,67% maior que a média nacional.
A EAD é uma alternativa à formação regular, e no Brasil desde 1996, quando passou a ser regulada pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB). Segundo informação contida no site da ABED - Associação Brasileira de Educação à Distância, em 2004 foram catalogados 215 cursos de ensino a distância reconhecidos pelo MEC, ministrados por 116 instituições espalhadas pelo país. Sendo assim, consequentemente, surge a necessidade de mais profissionais docentes para atender a oferta crescente de cursos e instituições superiores ativos.
Importante salientar que esse número cresce continuamente e muitos profissionais docentes buscam no mercado de trabalho uma oportunidade. Essa nova modalidade de ensino produziu um impacto intenso e seu desenvolvimento cresceu nos últimos anos, principalmente para a educação on-line.

2 - O MERCADO DE TRABALHO DA DOCÊNCIA
Para Rocha (1995) o profissional docente exerce a função de ensinar, é sinônimo de professor. No processo de ensino-aprendizagem é o agente de transformação.
Se, no contexto mercadológico, inserir o acadêmico como cliente que utiliza os serviços de graduação, pode-se dizer que o professor é o principal profissional prestador de serviços para as empresas da área de educação superior. Ao consultar o Censo da Educação Superior do ano de 2010 no Brasil, nota-se que o total de formandos ou, clientes satisfeitos, aumentou 52,4% de 2001 para 2010.
Em relação ao regime de trabalho de um professor, o mesmo Censo da Educação Superior do ano de 2010, publicado em outubro de 2011, constatou que o regime de trabalho do docente apresenta
na categoria pública, predominantemente, regime de trabalho de tempo integral. Nesse sentido, pode‐se observar que são crescentes os percentuais relativos a tempo integral ao longo do período, que passa a representar 80,2% em 2010. O regime de tempo parcial, por sua vez, passa de 18,5%, em 2002, para 12,9%, em 2010. Residualmente, o percentual de horistas representa 6,8%, em 2010.
Na categoria privada, prevalecem os horistas, ainda que esses tenham diminuído de 55,8%, em 2002, para 48,0%, em 2010. Os regimes integral e parcial aumentam seus percentuais de participação, sobretudo de 2008 para 2010. No ano de 2010, 24,0% dos regimes de trabalho são em tempo integral e 28,0% em tempo parcial.

Em relação ao grau de estudo do docente, o mesmo censo constatou a elevação da titulação de 2001 para 2010. Percentualmente, pode‐se verificar que a maior elevação se dá em relação ao título de doutorado (123,1%), seguida de crescimento na titulação de mestrado (99,6%) e da categoria “Até Especialização” (23,2%). Entre os componentes desta última categoria, está o aumento de 54,0% na titulação de especialistas e o decréscimo de 42,9% das funções docentes com apenas graduação.
Percebe-se que há crescimento de professores especialistas compondo o mercado de trabalho e redução de apenas graduados.
Por mercado de trabalho entende-se como oferta da força de trabalho para atender a demanda por produtos e serviços, estabelecendo uma relação de troca entre cliente, profissional e instituições públicas e privadas. Por isso, é de relevância para o presente estudo, avaliar a remuneração de um profissional docente e pesquisador no Brasil. Conforme publicação no Edital de concurso nº 111/2012-GRE, de 09 de outubro de 2012, da UNIOESTE (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), o valor de salário base fixado na Lei Estadual nº 17.167, de 23/05/2012, para o graduado para regime de quarenta horas semanais RT 40, R$ 1.901,07 e para o regime de dedicação exclusiva TIDE, R$ 2.946,65. Se for especialista acrescenta-se 20% sobre o valor do salário base, se mestre 45% e se titulado doutor 75% de acréscimo, chegando ao valor de R$ 6.318,74.
A fim de posicionar o salário base de um professor no início de carreira com um profissional graduado também no inicio de carreira, cabe observar, como exemplo, uma sugestão de piso salarial para a classe de administradores no Brasil, como orientação da FENAD – Federação Nacional dos Administradores, que sugere o valor de ingresso de R$ 2.000,00 para o recém-formado e, de R$ 4.500,00 para profissional com mais de três anos de experiência.
Comparando o salário de início de carreira de docente e o início de carreira da função técnica pesquisada, percebe-se pouca diferença de valores nos salários bases.
O objetivo desse artigo não é fazer comparativo de remuneração, portanto, neste tópico, apenas, serve para contextualizar a posição do docente no mercado de trabalho em início de carreira.

2.1 O CONCEITO DE BACHAREL

Bacharel, segundo Rocha (1995, p. 74) “é a pessoa formada em direito, letras ou ciências”. O campus da faculdade pesquisada oferece cursos das áreas de ciências, compreendendo os cursos de graduação em administração, contabilidade e serviço social.
O bacharelado, segundo o MEC (Ministério da Educação), é o curso superior que “confere ao diplomado competências em determinado campo do saber para o exercício de atividade acadêmica ou profissional”. Segundo consulta no portal do MEC, os cursos de bacharelado
não habilitam o profissional a lecionar. São cursos superiores de graduação que dão o título de bacharel. Para atuar como docente, o bacharel precisa de curso de complementação pedagógica. E para lecionar no Ensino Superior exige-se que o profissional tenha, no mínimo, curso de Pós-Graduação Lato Sensu - especialização (Censo da educação superior, 2010).

2.2 PROFESSOR EAD

O professor também deve assumir novos papéis em EAD- Educação á distância. Muitos chegam a temer que a EaD decrete a extinção da figura do professor (Maia e Mattar; 2008, p. 89).
Ainda para os autores, um questionamento é feito: “Qual o perfil do professor à distância?”. A resposta é a seguinte:
Além do exigido de qualquer docente, quer presencial quer a distância e dependendo dos meios adotados e usados no curso, este professor deve ser capaz de se comunicar bem através dos meios selecionados, funcionando mais como um facilitador da aprendizagem, orientador acadêmico e dinamizador da interação coletiva (no caso de cursos que se utilizem de meios que permitam tal interação).”(Maia e Mattar; 2008. p. 92).
O que se observa é que a qualificação do professor não está atrelada ao tipo de instituição, ou tipo de educação, mas sim ao perfil exigido pelo mercado para a ocupação do cargo.

3 DESENVOLVIMENTO

3.1 A ORGANIZAÇÃO DE ENSINO PESQUISADA
Com a aplicação do questionário na instituição pesquisada, pretende-se auxiliar a direção geral e pedagógica, bem como as coordenações em geral, apresentando critérios de pesquisa para aplicação nos acadêmicos de graduação dos cursos de ciências sociais aplicadas e, consequentemente, auxiliar no planejamento de novos cursos de pós-graduação.
“Ter ciência dos critérios permite saber se o julgamento pode ou não ser considerado válido pelo observador. Apenas dizer 'gosto' ou 'não gosto' é emitir juízos de valor, caracterizando um julgamento, porém não é uma avaliação” (MALIK e SCHIESARI, 2002, p. 1).
A faculdade em estudo está localizada na cidade de Cascavel na região oeste do Paraná. Somente na cidade existem dez instituições que oferecem graduação em nível superior e ofertam trabalho para profissionais da área de docência para suprir a alta demanda de alunos de toda a região. São sete faculdades privadas, uma universidade pública e duas na modalidade à distância
A instituição pesquisada, do setor privado, oferece diversos cursos de pós-graduação e precisa planejá-los, constantemente, para efetivar um melhor resultado para a sociedade local e para si própria.
Segundo Vasconcellos (1995, p. 45) “a elaboração do planejamento se dá tendo como referência as três dimensões da ação humana consciente: Realidade, Finalidade e Mediação”. O questionário aplicado demonstra a dimensão da realidade atual, a vontade dos alunos, para aplicar no planejamento dos próximos cursos de pós-graduação. No campo da realidade, Vasconcellos diz que
planejar é prever, amarrar os acontecimentos no tempo futuro ao nosso desejo. Para isso, é preciso dominar o movimento do real tendo em vista nele entrar, seja no sentido de usufruir ou de transformar. Tanto o para que, quanto o que estão referidos à situação, à realidade. Ela é o ponto de partida e o de chegada. Ao ser conhecida, a realidade pode revelar possibilidades não exploradas. (VASCONCELLOS, 1995, p. 46)
O questionário aplicado tem dimensão de demonstrar a realidade levantada na instituição pesquisada em relação a público entrevistado, apoiando as ações de planejamento da instituição.

3.2 METODOLOGIA UTILIZADA

O presente estudo é caracterizado por pesquisa bibliográfica relacionada ao tema, disponibilizados em literaturas, revistas, artigos e sites considerados idôneos e questionário para os alunos dos cursos de administração, ciências contábeis e ciências sociais da faculdade pesquisada.
Rúdio (2003, p. 48), refere que “não se pode fazer uma pesquisa válida sem consultar livros e outras obras, em cada uma das fases do processo.”
Na opinião do autor, é importante logo no inicio recorrer à biblioteca para a escolha e definição do tema e para saber se o assunto já foi ou não motivo de outras pesquisas. Do mesmo modo ele diz que “alguns consideram que, se não for possível estabelecer um vinculo determinado com alguma teoria, falta consistência e a pesquisa se torna ociosa, pois, dizem, a finalidade desta é verificar, validar ou ampliar os conhecimentos contidos numa teoria”. E para o conhecimento e aprofundamento do tema e resolução de dúvidas ele afirma que “obtém-se pelo estudo e consulta de livros, obras, etc.”.
Para tornar o presente estudo mais prático e aplicável na própria instituição pesquisada, foi realizado um questionário para os acadêmicos dos cursos de administração, ciências contábeis e serviço social, pois, para Rudio (2007, p. 118), “tanto o questionário como a entrevista servem para obter informações que não podem ser colhidas através de outros meios”.
Foram aplicados 61(sessenta e um) questionários onde se buscou identificar algumas características a fim de entender o perfil do egresso de curso superior na área de ciências sociais aplicadas, no período de 10 a 14 de junho de 2013.

4 – ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS

A análise dos dados foi obtida através da somatória de questionários respondidos em conformidade com as respostas apresentadas. Os dados foram tabulados a partir da identificação do resultado.
Foram aplicados 61(sessenta e um) questionários, sendo que destes 30 são do sexo masculino e 31 do sexo feminino. Observa-se que há percentual quase igual para homens e mulheres que concluem a faculdade, no caso desta pesquisa.
Em relação a estar empregado, apenas 01(um) apresenta-se atualmente desempregado.
Quanto ao motivo da escolha do curso de graduação, 04 acadêmicos responderam que é para promoção na empresa em que trabalha, correspondendo a 6,56%; 04 alunos responderam que é para ser docente, pesquisador, também 6,56%; 07 afirmaram que o motivo é para mudar de profissão, 11,48%; 20 que é para se atualizar, 32,79%; 26 para buscar novas oportunidades em outras empresas, sendo a maioria dos entrevistados correspondendo a 42,61%; e, nenhum afirmou ser por motivo de falta de opção em outro curso.
Quanto à classificação do curso: 17 entrevistados o consideram ótimo, 40 consideram bom e 04 consideram regular.
Em relação à pretensão em cursar especialização na área de formação: 75,41%, ou seja, 46 entrevistados manifestaram interesse, contra 15 não.

5 CONCLUSÃO

Com base nos resultados apresentados e na análise das respostas obtidas observa-se que a profissão de Docente, mesmo com tantas ofertas, ainda não é um mercado muito atraente para aqueles que se formam.
Observa-se que há uma grande parcela, 75,4% que pretendem se especializar na sua área de formação, o que ressalta a busca pela continuidade da sua profissão e melhoria contínua, elevando assim a sua qualificação e capacitação profissional. Certamente esse profissional estará mais bem preparado.
O docente tem como objetivo transmitir, repassar, preparar novos profissionais para o mercado de trabalho e em contrapartida também deve buscar se especializar, e assim melhorar na sua área de atuação. Porém percebe-se que não há interesse de novos profissionais para essa área.
Existem muitos fatores que influenciam certamente a escolha pela profissão docente. Na pesquisa apresentada observa-se que apenas 04 estudantes, ou seja, pouco mais que 6% dos entrevistados tem pretensão em ser professor.
O objetivo deste artigo foi atingido, demonstrando que a busca por um curso superior atende a vários interesses, e ser docente, ainda é, apenas a minoria dos acadêmicos.

REFERÊNCIAS

MALIK, A. M.; SCHIESARI, L. M. C. Qualidade na gestão local de serviços e ações de saúde. São Paulo: Fundação Petrópolis, 2002.
MAIA, Carmem; MATTAR, João. ABC da EaD a educação a distância hoje. São Paulo: Pearson, 2008.
MEC – Ministério da Educação. Disponível em: . Acesso em: 12 out. 2012.
ROCHA, Ruth. Minidicionário. São Paulo: Scipione, 1995.
RUDIO, Franz Victor. Introdução ao projeto de pesquisa científica. Petrópolis: Vozes, 2003.
RUDIO, Franz Victor. Introdução ao projeto de pesquisa científica. Petrópolis: Vozes, 2007.
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Planejamento – Plano de Ensino-Aprendizagem e Projeto Educativo. São Paulo: Libertad, 1995.
MEC - Ministério da Educação. Seja um professor. Disponível em: . Acesso em: 12 out. 2012.
ACIC - Associação Comercial e Industrial de Cascavel. Disponível em: . Acesso em: 12 out. 2012.
MEC - Ministério da Educação. Censo da educação superior 2010. Disponível em: . Acesso em: 12 out. 2012.
FENAD – Federação Nacional dos Administradores. Disponível em: . Acesso em: 12 out. 2012.

ANEXO I

PARA TRAÇAR O PERFIL:
GRADUAÇÃO QUE ESTÁ CURSANDO: ______________________________
- SEXO: xx% MASC xx% FEM
- IDADE de xx a xxx anos
- ATUALMENTE ESTÁ EMPREGADO? xx% SIM xx% NÃO

QUAL O FOI O MOTIVO DA ESCOLHA DESTE CURSO DE GRADUAÇÃO?
a. ( ) Promoção na empresa que você trabalha;
b. ( ) Novas oportunidades em outras empresas;
c. ( ) Ser docente, pesquisador;
d. ( ) Se atualizar;
e. ( ) Falta de opção em outro curso;

CLASSIFICAÇÃO DO CURSO
( ) ótimo
( ) bom
( ) regular

PRETENSÃO EM CURSAR UMA ESPECIALIZAÇÃO NA ÁREA DE FORMAÇÃO?
xx% SIM xx% NÃO

PRETENSÃO EM CURSAR UMA ESPECIALIZAÇÃO NA ÁREA DE FORMAÇÃO?
xx% SIM xx% NÃO


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