Você sabe o que é o Teste de Recuperabilidade? Entenda.

Segundo o CPC 00, conceitua-se como Ativo o recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para a entidade.

Neste sentido, o item final do conceito "E do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para a entidade", nos diz que não basta controlar ou construir um bem. Não basta já ter efetuado alguma ação passada, como a compra de um equipamento. Para caracterizar um ativo, é necessário que o bem resulte em futuros benefícios econômicos para a empresa.

É com este conceito que o teste de recuperabilidade entra. Ele destina-se a comprovar que os ativos irão gerar benefícios futuros (pelo uso ou pela venda) em valor superior ao seu registro contábil. Do contrário, ajusta-se o valor do ativo.

Exemplo: vamos considerar um ativo contabilizado pelo valor de R$ 100.000,00. Se a entidade continuar utilizando este ativo, gerará receitas no montante de R$ 90.000,00 (valor em uso). Todavia, decidindo vende-lo, obterá um valor líquido pela venda deste ativo de R$ 80.000,00.

Neste caso, como o maior benefício futuro que se pode obter com este ativo monta a R$ 90.000,00, devemos fazer um ajuste. O valor do ativo deverá ser ajustado para constar na contabilidade pelo valor apurado (R$ 90.000,00).

D – Despesa com teste de recuperabilidade 10.000
C – Teste de recuperabilidade (retificadora Ativo) 10.000

Este é o chamado teste de recuperabilidade, previsto no artigo 183, §3º da Lei das Sociedades por Ações, assunto constante em quase que todas as provas atuais de contabilidade e que contadores precisam entender para aplicar em seus serviços.

Autor: Ederson de Almeida
Contador e professor do site Portal do Ensino Profissional


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